Todos nós sabemos o quanto é que a presença portuguesa no mundo ao longo da história, principalmente durante os Descobrimentos do século XV e nos territórios do império português, foi importante para se importarem técnicas e novos ingredientes, bem como deixar a sua marca em países tão distantes como o Brasil, Índia e Japão:

«A alimentação portuguesa, ainda que esteja restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências atlânticas e também mediterrânicas (incluindo-se na chamada “dieta mediterrânica”), como é visível na quantidade de peixe consumida tradicionalmente. Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas. A base da gastronomia mediterrânica, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se-lhe os produtos hortícolas, como em variadas sopas, e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos. Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso de especiarias, do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adotados como produtos essenciais.» (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gastronomia_de_Portugal)

E por isso mesmo é que, o concurso nacional de gastronomia”A Mesa dos Portugueses” será sempre, sem sombra de dúvida, um ótimo formato para se conseguir divulgar, cada vez mais, as mais variadas receitas regionais existentes em todo o nosso país, ao mesmo tempo que, tal como aconteceu comigo, estimula à confeção de pratos com produtos de origem Portuguesa.

Esta iniciativa visa, portanto, a valorização do próprio património gastronómico português, daí o meu bem haja para todos os demais intervenientes em todo o seu processo, nomeadamente no que diz respeito à sua 7ª edição, ou seja, ao concurso “A Mesa dos Portugueses” referente ao ano de 2018!

Isto porque, minhas senhoras e meus senhores, foi finalmente publicado o livro com as 48 melhores receitas de 33 finalistas, avaliadas e provadas pelos chefes Orlando Esteves, Gonçalo Costa, José Júlio Vintém, Michele Marques e Leonor de Sousa Bastos, onde se incluem 2 receitas apresentadas por mim aquando do meu apuramento nessa altura para a segunda fase, ao ter conseguido estabelecer-me nos primeiros 10 lugares a ver com a «doçaria» e o «bacalhau»:

  • Bacalhau à Gomes de Sá (ver receita aqui)

  • Cavacas de Resende (ver receita aqui)

Recorde-se também que foram 70 as receitas escolhidas para a apresentação e prova ao júri, das quais foram 10 selecionadas para um duelo,  a partir do qual ficaram apuradas as 5 finalistas, cuja grande vencedora foi a Sopa à moda da minha avó, da autoria de Daniela Batalha, a quem eu tive já o prazer de conhecer pessoalmente, tal como podem ler aqui.

Só sei que, para mim, foi mais um marco muito importante no meu projeto Cozinha Com Rosto, como que um reconhecimento de todo o meu trabalho desenvolvido até então, uma vez que, já aquando da minha participação no mesmo concurso em 2015, tinha conseguido estabelecer-me nos primeiros 14 lugares a ver com a «doçaria»:

  • Brisas do Lis (ver receita aqui)

 

Desta forma, julgo poder afirmar que houve uma evolução do meu projeto, mas também das minhas ideias e conhecimentos, para além de ter voltado a conhecer um grupo de pessoas incrível, tendo valido mesmo muito a pena, e o meu muito obrigado por isso, tal como podem verificar pelas fotografias que estão também inseridas na barra do lado direto deste Blog!

Vamos para a cozinha experimentar todas as receitas acima indicadas, para depois me contarem como é que correu e se a vossa família aí em casa também aprova as minhas sugestões?

Nota importante: a edição da Revista Digital Trimestral “P´ra Mesa” N.º12 já está a caminho, aconselhando a todos a serem Subscritores do Blog Cozinha Com Rosto aquide forma a receberem de forma automática e totalmente gratuita no vosso email! E que zona do país terá sido desta vez escolhida… já pensaram?

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