Pois bem, outro dia, estava eu tão satisfeita por ter entrado pela primeira vez no Mercado do Livramento, tal como podem ler em Vamos até ao Mercado do Livramento de Setúbal?, Setúbal, definitivamente, não é só sinónimo de “praia”, pois há todo um tesouro por descobrir entre a terra e o mar, para além de todo um conjunto de características que lhe são próprias, que a tornam numa cidade muito especial e em desenvolvimento contínuo paralelamente à realidade global a que assistimos hoje!


Em primeiro lugar, Setúbal é uma cidade portuguesa, capital do distrito de Setúbal (desde 1926) e sede de diocese (desde 1975), situada na sub-região de Área Metropolitana de Lisboa.
É ainda sede de um município com 230,33 km² de área e 131 000 habitantes (2011), subdividido em 5 freguesias, limitado a oeste pelo município de Sesimbra, a noroeste pelo Barreiro, a norte e leste por Palmela e, a sul, o estuário do Sado separa-o dos municípios de Alcácer do Sal e Grândola

Obviamente que a época dos descobrimentos e conquistas em África trouxera a Setúbal um grande desenvolvimento, tendo-se ao longo do século XV, na vila de então, desenvolvido desde logo diversas actividades económicas, ligadas sobretudo à indústria naval e ao comércio marítimo.
Por exemplo, é no reinado de D. João II que se inicia a construção da Praça do Sapal (hoje Praça de Bocage, ex-líbris da cidade), e a construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, obras que foram posteriormente terminadas ou ampliadas por D. Manuel I
Porém, tudo isto fora injustamente interrompido aquando do terramoto de 1755, donde, só no Século XIX, é que se começara de facto a laborar nas primeiras fábricas de conservas de sardinha em azeite, bem como ganharam também fama as laranjas e o glorioso moscatel de Setúbal!

Em segundo lugar, em Setúbal nasceram alguns dos maiores nomes do campo artístico português, como a cantora lírica Luísa Todi ou o poeta Bocage!

E também devido ao envolvimento histórico com o estuário do rio Sado e à proximidade dos portos de Setúbal e de Sesimbra ao oceano Atlântico, a gastronomia da região em causa fez um forte aproveitamento de pratos ao longo dos tempos à base de peixe e de produtos que se desenvolvem favoravelmente na região, para além do facto da migração de população das regiões do Alentejo e Algarve introduzir todo um conjunto novo de pratos de carnes, aves e açordas que se adaptaram muito bem aos mariscos e aos peixes. 

Já agora, é muito comum entrar num restaurante da região e servirem, por exemplo, sardinhas assadas, normalmente acompanhadas de batata cozida e salada de alface temperada com azeite e vinagre, ou então o Choco frito que normalmente é servido acompanhado de batatas fritas e salada.




No meu caso, por exemplo, depois de andar um pouco a pé pelas ruas e vielas mais marcantes de Setúbal sem ser capaz de largar a minha bela máquina fotográfica Nikon L840 durante toda a manhã, decidi entrar por volta das 12h no Restaurante Retiro da Algodeia para almoçar, situado, por sua vez, numa antiga fábrica junto ao Estádio do Bonfimpara experimentar o sabor eloquente do salmonete fresco grelhado na hora, tendo ido para a mesa acompanhado de batatas cozidas e salada verde com pimentos assados. 
E o que mais me agradou fora, sem dúvida, o facto de se ter o peixe à vista, todo fresco, assim que entramos no espaço, podendo ser escolhido à nossa vontade antes de se pedir propriamente a ementa, para além de existir a possibilidade de se fazer a marcação de mesa para grandes grupos, logo sugiro chegarem relativamente cedo, ou então correrão o terrível risco de esperar muito tempo até serem devidamente atendidos, tal como aconteceu a outras pessoas que entraram algum tempo mais tarde! 

De qualquer forma, também reparei que existiam variadíssimas opções noutras zonas da cidade, desde as tascas aos restaurantes do tipo mais moderno, com uma apresentação para todos os gostos e valores!

Por último, ainda há a referir-se o grande repertório a ver com as bebidas espirituosas (vinho moscatel e licores), os queijos e a doçaria tradicional (queijadas, as tortas, e os “esses de Azeitão”, os barquilhos de “casca” de laranja).


É também na União das Freguesias de Setúbal, decorrente da fusão das antigas freguesias de Santa Maria da Graça, São Julião e de Nossa Senhora da Anunciada, aquando das eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, que se encontram os Paços do Concelho, que coloca qualquer um à prova dos seus conhecimentos sobre algumas das personalidades mais marcantes da história de Setúbal ao nível artístico e religioso
Isto porque aí estão retratados nada mais nada menos do que sete séculos de história local através dos intitulados “ilustres setubalenses” que figuram no célebre “Tríptico” de Luciano dos Santosdesde 1957, no intitulado Salão Nobre.

Outros lugares a terem-se igualmente em conta: o Fórum Municipal Luísa Todi, a Casa da Cultura, a Casa da Baía, a Igreja de Santa Maria (também conhecida por Sé de Setúbal), o Parque Urbano de Albarquel, a Casa Bocage, o Parque do Bonfim e a Casa do Corpo Santo.
Por sua vez, o concelho está rodeado pelo Parque Natural da Arrábida, a Reserva Natural do Estuário do Sado e a correspondente baía.

O movimento associativo de Setúbal é muito rico e dinâmico, existindo uma enorme listagem de contactos de algumas das coletividades existentes em todo o Concelho no site indicado abaixo, o que será de certeza muito benéfico para toda a região e arredores, no sentido de mostrar ser capaz atrair um maior número de públicos nas mais variadas áreas profissionais/recreativas, unindo tudo e todos perante uma vontade única de interligar horizontes:

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