O melhor do mundo são as crianças!”, já dizia Fernando Pessoa, porém, a atual quadra natalícia não se poderá resumir à mera troca de presentes e ao tão aclamado Pai Natal!
Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças entendam qual o seu verdadeiro significado, já que a própria história do Pai Natal é baseada na vida de um homem real, chamado São Nicolau, que terá vivido no século IV d.C. e que era muito generoso para com os mais pobres…

Na verdade, existem inúmeras atividades a decorrerem durante esta época, seja dentro ou fora de casa: elaboração das decorações festivas, dos postais e telefonemas a familiares, passando pela confeção das tradicionais iguarias; visita a uma exposição natalícia num museu, ida a uma peça de teatro relativa à quadra ou até um concerto de Natal. 
 
Ao mesmo tempo, promova, meu caro leitor deste blogue, a leitura de diversos contos de Natal, terminando com pequenas lições de vida; alerte-as, sobretudo, para o facto de que outras pessoas poderão não ter tanta variedade na sua mesa de Natal, dando a entender que o ato de ajudar quem mais precisa poderá ser um dos gestos mais nobres da época natalícia, mas também durante todo o resto do ano, logo uma excelente oportunidade para lhes mostrar que mais importante do que receber, é dar

Em resumo, deixe o stress e o consumismo natalício dominar menos durante estes dias, viva antes esta época de uma forma bem mais descontraída, recordando em família pequenas histórias e preservando velhas tradições, pois eu acredito que, assim, irá ensinar-lhes tudo o que o que há de melhor e de mais certo e assente no amor e na entrega ao próximo, em vez da quantidade de prendas que têm debaixo do pinheiro ou porventura na quantidade de cartas escritas ao Pai Natal

Alguns significados da época natalícia:

1) Povos antigos tinham por hábito enfeitar árvores em datas comemorativas, como as Saturninas, festas pagãs em honra de Saturno Deus da agricultura e das colheitas; para eles o pinheiro representava a vida e a esperança, talvez por ser uma árvore resistente que mantinha o verde e a beleza mesmo no Inverno.

2) Desde há cerca de dez mil anos que os povos agricultores trocavam presentes, normalmente excedentes alimentares no solstício de Inverno, como forma de celebrar o facto de o Inverno já estar a meio e em breve regressarem os dias bons; era um costume pagão e os cristãos não conseguiram suprimi-lo; em contrapartida, converteram-se ao conceito e a oferta de presentes passou a simbolizar a entrega de oferendas ao Menino Jesus pelos Reis Magos.

3) O azevinho é um arbusto de crescimento muito lento utilizado essencialmente neste época festiva como elemento decorativo, simboliza amor, paz, saúde e esperança; a origem deste costume remonta a tempos antigos, época em que as civilizações pagãs utilizavam o azevinho principalmente como espanta espíritos, daí o seu simbolismo enquanto planta sagrada.

4) Segundo reza a lenda, a história da meia de Natal provém de um conto em que um pai de família desgostoso com a morte da sua mulher gasta toda a sua fortuna, deixando as suas três filhas pobres e com grandes necessidades; São Nicolau, percebendo a situação, colocou pela chaminé da casa, moedas de ouro em cada uma das meias das meninas enquanto secavam na lareira.

ENTRADAS
 
Bolinhas de carne (receita adaptada de “croquetes” confecionada na Bimby)


Ingredientes:
– 120 g cebola
– 200 g cenouras
– 150 g tomate
– 3 dentes de alho
– 50 g azeite
– 500 g carne de vaca, p/ estufar, cortada em cubos
– 500 g carne de porco, p/ estufar, cortada em cubos
– 100 g chouriço de carne
– 2 ovos, p/ panar
– pão ralado, p/ panar q.b.
– leite q.b
– 200 g farinha
– 50 g margarina
– sal e noz-moscada q.b.

Confeção:
1) Colocar no copo: a cebola, a cenoura, o tomate, o alho e o azeite; picar 5 seg/vel 5 e refogar 5 min/Varoma/vel 1.
2) Adicionar as carnes de vaca e porco e cozer 15 min/100°C/vel 1
3) Mexer de vez em quando com a espátula para ir soltando a carne; quando terminar, deixar arrefecer um pouco, retirar e escorrer o molho com a ajuda do cesto; reservar.
4) Adicionar o chouriço e triturar 20 seg/vel 8; retirar e reservar.
5) Pesar para o copo metade do molho reservado e adicionar o leite até perfazer 600 g de líquido no copo.
6) Adicionar a farinha, a margarina, o sal, a noz-moscada e programar 8 min/90°C/vel 4. 7) Retirar e adicionar o molho béchamel à carne reservada e envolver tudo com a ajuda da espátula.
8) Depois de arrefecer, guardar no frigorífico durante pelo menos um dia para a massa ficar consistente e ser mais fácil de moldar. 
9) Depois de moldadas, passá-las por ovo batido seguido do pão ralado; congelar as bolinhas de carne e fritá-las congeladas em óleo quente e abundante.

SOPA

 

 

Creme de courgette (receita confecionada na Bimby
 
Por favor, clique no link abaixo, de forma a ter acesso à receita integral:

 

 

PRATO PRINCIPAL
 
Pernas de perú com batata-doce no forno acompanhado de arroz branco e salada de alface com cenoura 


Ingredientes:
Perna de perú com batata-doce no forno:
– 150 g de perna de peru
– 1 batata doce média
– colorau q.b.
– 1 dente de alho
– cebola q.b.
– alecrim q.b.
– 1 colher de sopa de azeite
– 1 colher de sopa de vinho branco
Salada:
alface, cenoura, vinagre, azeite, sal e ervas aromáticas q.b.
Arroz branco:
– 1 copo de arroz agulha para 2 copos de água
– ½ cebola pequena picada
– sal q.b.
– 1 colher de sopa de margarina


Confeção:
1) Colocar uma camada de cebola às rodelas num tabuleiro de ir ao forno 
2) Temperar a perna de peru com um pouco de sal, pimenta, colorau e dentes de alho picados, de forma a colocar em cima da camada de cebola anterior
3) Regar com o azeite e o vinho branco, deixando marinar cerca de 1 hora
4) Descascar e cortar as batatas aos cubos
5) Temperar as batatas com um pouco de alecrim e um pouco de azeite, para depois as juntar as batatas ao tabuleiro e levar tudo ao forno a 180ºC
6) Preparar o arroz branco: colocar a margarina num tacho e levar ao lume; juntar a cebola picada e deixar refogar temperando com sal; quando a cebola estiver transparente juntar o arroz e deixar fritar um pouco, juntando logo de seguida os dois copos de água; deixar o arroz cozer sem mexer até a água evaporar totalmente e desligar o lume; tapar e deixar repousar 5 minutos antes de servir.
7) Preparar a salada: juntar q. b.  de folhas de alface com cenoura ralada e alguma cebola cortada às tiras finas; temperar tudo a gosto com sal, ervas aromáticas, azeite e vinagre. 
8) Verificar quando é que a perna está cozinhada por dentro e douradinha por fora, para depois a retirar do forno e ser servida acompanhada da salada e do arroz confecionado anteriormente. 

BEBIDA
Sangria de vinho branco 

 

Por favor, clique no link abaixo, de forma a ter acesso à receita integral:
 
SOBREMESAS
 
Sonhos (receita confecionada na Bimby), 


Ingredientes:
Massa dos sonhos:
– 170 g farinha
– 250 g água
– 50 g manteiga
– 1 colher de sopa de banha
– 1 pitada de sal
– 1 colher de chá de açúcar
– 1 colher de chá de fermento em pó p/ bolos
– 4 ovos
– Óleo p/ fritar q.b.
Calda:
– 450 g açúcar
– 200 g água
– 1 pau de canela
– 2 cascas de limão

Confeção:
1) Colocar no copo: a água, a manteiga, a banha, o sal e o açúcar; programar 7 min/100ºC/vel 1; adicionar a farinha de uma só vez e o fermento; programar 15 seg/vel 4; deixar arrefecer, tirando o copo da base. 
2) Bater os ovos com um garfo e programar 15 seg/vel 4, para logo a seguir ir adicionando os ovos através do bocal da tampa. 
3) Deixar repousar a massa durante uns minutos e em seguida colocar colheres pequenas de massa em óleo abundante, em lume brando, até os sonhos ficarem dourados. 
4) No copo, juntar 450g de açúcar com 200g de água, 1 pau de canela e 2 cascas de limão; programar na temp. Varoma durante 6min, na velocidade mínima.
5) Deixar arrefecer um pouco e regar os sonhos.

Liberdade
 
Ai que prazer 
Não cumprir um dever, 
Ter um livro para ler 
E não fazer! 
Ler é maçada, 
Estudar é nada. 
Sol doira 
Sem literatura 
O rio corre, bem ou mal, 
Sem edição original. 
E a brisa, essa, 
De tão naturalmente matinal, 
Como o tempo não tem pressa… 
Livros são papéis pintados com tinta. 
Estudar é uma coisa em que está indistinta 
A distinção entre nada e coisa nenhuma. 
Quanto é melhor, quanto há bruma, 
Esperar por D. Sebastião, 
Quer venha ou não! 
Grande é a poesia, a bondade e as danças… 
Mas o melhor do mundo são as crianças, 
Flores, música, o luar, e o sol, que peca 
Só quando, em vez de criar, seca. 
Mais que isto 
É Jesus Cristo, 
Que não sabia nada de finanças 
Nem consta que tivesse biblioteca… 
Fernando Pessoa, in “Cancioneiro” 
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