O Dia Nacional do Dador de Sangue, 27 de março, foi instituído através da Resolução do Conselho de Ministros nº 40/86, tendo como objetivo maior reconhecer a importância da contribuição desinteressada dos Dados Benévolos de Sangue para o tratamento de doentes, numa tentativa de evidenciar, junto da população em geral, o indiscutível valor social e humano intimamente ligado ao exercício da dádiva de sangue, estimulando a sua prática.

Quanto ao Instituto do Sangue e da Transplantação, este tem a sua génese em 1958, mas apenas surge como organismo público em 1990, tendo por missão garantir e regular, a nível nacional, a atividade da medicina transfusional e da transplantação, para além de garantir a dádiva, colheita, análise, processamento, preservação, armazenamento e distribuição de sangue humano, de componentes sanguíneos, de órgãos, tecidos e células de origem humana.

Porém, a história de doação de sangue começou em 1665, quando o médico Richard Lower realizou a primeira transfusão de sangue bem sucedida entre cachorros. Em 1795, foi a vez de outro médico, Philip Syng, fazer a primeira transfusão de sangue entre humanos.
E a disponibilidade do sangue de boa qualidade é obviamente um componente essencial da medicina moderna, cujos riscos mais severos, enquanto se doa sangue, poderão traduzir-se apenas sob a forma de algumas reações adversas, tais como tontura, desmaio ou hematomas. 
Actualmente, o sangue é colhido para um sistema de quatro sacos, mas apenas um, o saco mãe, recebe a dádiva de sangue. Depois, ao centrifugar-se a unidade de sangue doada, conseguem-se aí desagregar, rumo aos sacos satélites, os vários componentes sanguíneos dessa forma existentes. E uma unidade tem, normalmente, 450 ml de sangue, porque esse é o volume que se pode colher sem prejudicar o dador, que em pouco mais de 10 minutos pode chegar a perder 9% do volume total de sangue, devendo ter-se, por isso, no mínimo, 50 kg de peso e 1,5 m de altura para um volume total de sangue superior a 5 litros.  
De facto, ninguém está livre de precisar, de um momento para o outro, de uma transfusão de sangue perante uma determinada situação grave de acidente ou cirurgia, ou por meio de algum outro procedimento médico em que a transfusão seja absolutamente indispensável.
Mas qual deverá ser a alimentação mais adequada para antes e depois do ato de doar sangue? 
Algumas recomendações ao nível da alimentação
 
– no dia da doação de manhã deve optar-se por um pequeno almoço constituído por sumos, café, chá, pão ou leite (preferencialmente leite desnatado ou de soja) ou frutas (menos abacate), para além de que se devem evitar ao máximo alimentos do tipo gorduroso (fritos, salgados, manteiga ou ovos);
– no dia da doação à tarde deve esperar-se que passe primeiro o período da digestão do almoço, cerca de 2 h, devendo ter-se optado nessa altura por carnes grelhadas, saladas, arroz ou feijão, sem esquecer de que não devem ser igualmente ingeridos alimentos gordurosos (fritos, ovos, massas, maionese, sorvetes, chocolates, etc);
depois da doação devem selecionar-se sobretudo alimentos ricos em ferro (as frutas cítricas aumentam a absorção de fontes vegetais de ferro), ácido fólico (pães enriquecidos, cereais ou arroz), riboflavina (produtos lácteos, como leite ou iogurte) ou vitamina B-6 (batatas, bananas, sementes, nozes, carne vermelha, peixe, ovos ou espinafre).
Para finalizar, sugiro-vos a seguinte receita:
RECEITA NA CATEGORIA DE BEBIDA: Bebida Energética Caseira
Ingredientes:
  • 300 ml de sumo de laranja;
  • 1/3 de chávena de mamão picado;
  • 1/3 de chávena de cenoura picada;
  • 1/3 de chávena de maçã picada;
  • 1 colher de sopa de linhaça moída;
  • 6 pedras de gelo.
Confeção:
  1. Triturar tudo muito bem com a ajuda de um liquidificador.
Para saberem mais informações:
0
(Visited 36 times, 1 visits today)

Leave A Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *