No período anterior ao 25 de abril de 1974, Portugal vivia sob regime ditatorial, ora governado em primeiro lugar por António de Oliveira Salazar, ora governado em segundo lugar por Marcelo Caetano. O país atravessou, assim, uma fase de grande opressão e sem qualquer liberdade de expressão, em que apesar do já adquirido direito ao voto, os portugueses estavam submetidos a um regime político de um partido único, podendo ser perseguidos pela Polícia Política (PIDE). 
A economia nacional assentava mais no setor agrícola, sendo a população maioritariamente analfabeta. Os operários trabalhavam com poucas condições de segurança e de higiene, em que as mulheres não possuíam qualquer poder para decidir sobre a sua vida pessoal ou familiar. Mas em várias colónias começavam a surgir vários movimentos, ao mesmo tempo que os portugueses cada vez mais emigravam para países europeus em rápido crescimento. 
Após a Revolução, esta triste realidade alterou-se bastante, passando-se a viver sob regime democrático. Aos poucos, foram sendo criadas leis a fim de defenderem todos os portugueses, independentemente da sua raça, sexo, etnia, religião ou opção política, doentes ou inválidos.
A intitulada Revolução dos Cravos marca, portanto, um enorme sentimento de coragem e de luta pela igualdade de direitos, pois estávamos há muito, como que: “orgulhosamente sós“!

cravo vermelho tornou-se também no símbolo da liberdade, já que foi Celeste Caeiro, trabalhador num restaurante na Rua Braancamp de Lisboa, quem começou a distribuir cravos vermelhos pelos populares, que por sua vez os ofereciam aos soldados, preferindo estes colocá-los nos canos das suas espingardas, dando-se então a “Revolução dos Cravos“!
Já agora, com a ajuda de uma reportagem dirigida por Martim Cabral e Teresa Conceição através do canal de televisão SIC Notícias, recorde-se como era a alimentação dos portugueses antes da Revolução de 1974:

http://sicnoticias.sapo.pt/especiais/40anos25abril/2014-04-25-A-alimentacao-dos-portugueses-antes-da-Revolucao

Na década de 80 do século XX, quase todos os portugueses comiam sopa, para além de alimentos cozidos, e tomavam o pequeno-almoço. Os alimentos mais usados eram a batata, o pão, as gorduras líquidas e o açúcar, caracterizando-se assim o quotidiano alimentar dos portugueses, que fora dado a conhecer pelo primeiro Inquérito Alimentar Nacional, realizado pelo Centro de Estudos da Nutrição (hoje Centro de Segurança Alimentar e Nutrição, integrado no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, INSA) com a colaboração do então Ministério da Agricultura e Pescas.
Permitiu-se concluir, por exemplo, que a alimentação da população rural era mais saudável do que a urbana, utilizando-se mais leite no campo e mais carne na cidade; ou que quanto ao peso de alimentos consumidos, era em Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal que existia uma “quantidade sensivelmente maior do que a média do continente“. 
 
Entretanto, passados vinte e cinco anos, por iniciativa do Partido Ecologista Os Verdes, a Assembleia da República aprovou uma resolução em que se recomendava ao Governo para iniciar o segundo Inquérito Alimentar Nacional, ao ser considerado como uma “peça fundamental para a definição de uma política alimentar e nutricional“, com recurso ao INSA e Instituto Nacional de Estatística. 
E assente sob três grandes domínios (a Alimentação e Nutrição, a Atividade Física e o Estado Nutricional da população Portuguesaa apresentação dos resultados do 2º Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, tendo como promotor a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, para além de envolver diversos investigadores nacionais e internacionais, no passado dia 16 de março revelou, por exemplo, que um em cada dois portugueses não consome a quantidade de fruta e hortícolas recomendada pela Organização Mundial da Saúde. 
Por outro lado, a população portuguesa consome carne, ovos e laticínios em excesso, tal como sal e açúcar, destacando-se, por oposição, o défice no consumo de pescado, cereais, produtos hortícolas e fruta. 

No que respeita à atividade física, a população portuguesa continua ainda muito sedentária, nomeadamente na região do Alentejo.

Para mais informações, por favor, consulte:
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