A cidade das Caldas da Rainha e a Rainha D. Leonor


Caldas da Rainha, sendo sede de um município com 255,69 km² de área, ao qual pertencem 12 freguesias, é uma cidade portuguesa, com certeza, somando 30 343 habitantes no seu perímetro urbano (2012), a segunda maior do Distrito de Leiria, pertencente à sub-região do Oeste, região Centro, e por sua vez integrada na Região de Turismo do Oeste.

Na Praça da República, conhecida popularmente como “Praça da Fruta“, realiza-se todos os dias, durante a parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário hortofrutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX.



Quanto à sua história, acha-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, terão passado por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas com um odor bastante intenso, que ao indagar-lhes por que razão o faziam, ter-lhe-ão respondido que eram doentes e que aquelas águas possuíam poderes curativos. 

A rainha quis então por isso comprovar a veracidade dessa informação, banhando-se também ali de cada vez que ficava doente. De qualquer modo, e de acordo com a lenda, a soberana curou-se, tendo determinado, logo no ano seguinte, erguer naquele preciso lugar um hospital termal para atender todos quanto se quisessem tratar!


E foi durante o século XIX, que Caldas da Rainha, depois de ter atingido o seu estatuto de vila em 1511, conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que buscavam águas sulfurosas para tratamentos.

Ao mesmo tempo, a abundância de argila na região permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, convertendo-se, igualmente, num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

 

A origem das Cavacas de Caldas da Rainha


Comece-se por assinalar que as cavacas são doces regionais que se encontram sob diversas formas e sabores em várias regiões de Portugal, que apesar das suas diferenças, a designação mantém-se, pois todas as receitas têm algo em comum: a cobertura merengada e a textura própria da massa!

As Cavacas das Caldas fazem assim parte da gastronomia típica da região de Caldas da Rainha, que ao constituir-se num ponto forte de atração à cidade, a história da sua confeção estará para sempre ligada à freguesia de S. Gregório, mais precisamente à aldeia da Fanadia, local onde nasceram as irmãs Rosalina e Gertrudes Carlota.



Estas duas senhoras, segundo reza a história, ficaram célebres por exercerem a atividade de doceiras, em Lisboa, na corte do Rei D. Carlos. Porém, com a crise e a queda da Monarquia, em resultado do Regicídio de 1908 e da implantação da República a 5 de outubro de 1910, as mesmas senhoras voltaram à sua terra natal, tendo-se dedicado, junto ao Hospital Termal, à venda de cavacas e beijinhos, tornando-se na própria imagem da cidade!

 

Uma Receita das Cavacas de Caldas da Rainha


Ingredientes:


Cavacas: Cobertura:
– 400 g de farinha – 150 g de açúcar em pó
– 30 g de margarina derretida – 1 clara
– 6 ovos grandes – Sumo de limão q.b.
– 1 colher (café) de sal fino
– Azeite para untar
– Farinha para passar

Confeção:


1) Deitar primeiro os ovos numa tigela e depois o sal e a farinha peneirada, aos poucos, batendo muito bem com uma colher de pau, para depois adicionar a margarina derretida e bater novamente até ficar uma massa «elástica».

2) Untar algumas formas de queques com azeite, dividindo a massa de modo a não ultrapassar os 3/4 de altura, sem esquecer de passar o dedo polegar em farinha para pressionar no meio da massa até ela começar a subir as margens.


3) Colocar as formas no forno pré-aquecido a 220°C, durante cerca 20 minutos, para logo a seguir baixar para 180°C, durante mais 20 minutos; desenformar tudo e reservar.

4) Fazer a cobertura, deitando primeiro a clara para uma tigela, depois o açúcar em pó e umas gotas de sumo de limão, a gosto, misturando tudo muito bem até ficar um creme mais seco; deitar o preparado obtido sobre as cavacas, deixando-as secar antes de serem servidas.

 

 

(fontes: https://www.teleculinaria.pt

https://pt.wikipedia.org,

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4 Comments

  1. Mónica Rebelo 26 Outubro 2018 at 21:23

    Obrigada pelo comentário!
    Já agora, brevemente espero publicar aqui no blog um pequeno texto sobre um outro tipo de cavacas, surpresa 😉
    Um beijinho grande!
    Mónica Rebelo do blog Cozinha Com Rosto.

    Reply
  2. Mónica Rebelo 26 Outubro 2018 at 21:20

    E obrigada eu pelo seu comentário, um beijinho!
    Mónica Rebelo do blog Cozinha Com Rosto.

    Reply
  3. Coisas de Feltro 26 Outubro 2018 at 21:17

    A vontade que me deu agora de comer umas cavacas…

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